Cinco atentados com explosivos deixam pelo menos 45 mortos na Somália

MOGADÍSCIO - Pelo menos 45 pessoas morreram e cerca de 100 ficaram feridas em cinco atentados com explosivos ocorridos hoje, de forma aparentemente sincronizada, no norte da Somália, informaram fontes oficiais.

EFE |

Quarenta das vítimas morreram em três atentados com carros-bomba - contra um acampamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Consulado da Etiópia e o Palácio Presidencial do Governo regional da Somalilândia - na cidade de Hargeysa, no noroeste do país.

Fontes das Nações Unidas e autoridades locais disseram à Agência Efe que pelo menos 100 pessoas ficaram feridas em Hargeysa, e que poderia aumentar consideravelmente o número de mortos nos ataques, cometidos por terroristas suicidas que não foram identificados.

Em Bosaso, capital da região de Puntlândia, ocorreram na mesma hora outros dois atentados suicidas, um deles contra o quartel da unidade antiterrorista da Polícia, com pelo menos cinco mortos, entre agentes e civis, segundo as autoridades.

Uma fonte oficial em Hargeysa confirmou os atentados e a morte de pelo menos 40 pessoas do acampamento do Pnud e do pessoal do Palácio Presidencial, mas não precisou se houve mortes na representação consular etíope.

Ali Hassan Nour, um policial de serviço no Palácio Presidencial de Hargeysa, disse à Efe por telefone que "foi um atentado terrorista e mataram dezenas de pessoas, incluindo o chefe de segurança da Presidência regional e o secretário particular do presidente".

"Também sei que, no acampamento da ONU, há muitos mortos, incluindo altos funcionários do Pnud na Somália", acrescentou Nour.

Em Hargeysa, os hospitais e ambulatórios médicos ficaram colapsados devido ao grande número de mortos e feridos, e em toda a cidade se ouviam as sirenes das ambulâncias que transportavam mais vítimas, segundo o policial.

Atentado contra o consulado etíope

Bystander Abdallah Hussein, testemunha do atentado contra o consulado etíope em Hargeysa, disse à Efe por telefone que viu "um Toyota Surf que estava em grande velocidade e que bateu contra a porta do Consulado da Etiópia".

"Aconteceu uma grande explosão e o edifício afundou. Parecia que não tinha um edifício antes", acrescentou Hussein.

Segundo esta testemunha, pelo menos 20 pessoas morreram no Consulado da Etiópia, entre empregados do escritório e outras pessoas que esperavam para solicitar o visto para esse país, mas essa informação não foi confirmada por outras fontes.

As forças de segurança da Somalilândia iniciaram as investigações e, segundo uma fonte oficial, pelo menos cinco pessoas foram detidas em relação a estes atentados.

Um agente dos serviços de informação da Polícia antiterrorista em Bosaso, que não se identificou, também confirmou por telefone à Efe que dois ataques suicidas ocorreram na cidade, um deles contra suas instalações, e ressaltou que pelo menos cinco pessoas morreram e várias ficaram feridas.

Estes são os atentados suicidas mais sangrentos registrados na Somália, mas o grupo fundamentalista Al-Shabab cometeu antes outros sete ataques deste tipo contra o presidente Abdullahi Yousef Ahmed e o primeiro-ministro Ali Mohammed Ghedi, e as forças etíopes destacadas no país.

Embora nenhum grupo tenha assumido a autoria dos atentados, as autoridades somalis responsabilizaram pelos ataques de hoje o grupo fundamentalista islâmico Al-Shabab, que ocupa grande parte do território do país e cujos dirigentes estão relacionados à Al Qaeda.

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