Mais de cinco anos depois da invasão do Iraque em 2003, cerca de 145.000 soldados americanos ainda estão presentes no país, mas seu contingente poderá continuar a diminuir nos próximos meses.

As tropas norte-americanas, reforçadas por cerca de 30.000 homens em 2007, diminuíram nos últimos meses devido à retirada de cinco brigadas de combate de um total de 20.

O general americano David Petraeus, comandante das Forças Armadas no Iraque, deve começar em breve a avaliar a situação no terreno antes de decidir em setembro a manutenção ou a redução dos efetivos.

Nomeado no início de 2007, o general Petraeus supervisionou a estratégia de envio dos reforços ordenados pelo presidente George W. Bush no ano passado, e estimulou um envolvimento maior das autoridades provinciais iraquianas, o que contribuiu para uma relativa melhora na situação da segurança.

Mas, apesar da violência em seu mais baixo nível em mais de quatro anos, os progressos permanecem "frágeis", previu o último relatório trimestral do Pentágono divulgado no início de julho.

O Departamento de Contabilidade do Governo (GAO, em inglês) ressalta em particular a falta de autonomia das forças de segurança iraquianas. Se seu número aumentou de 323.000 para 478.000 em um ano e meio, "o índice de unidades iraquianas capazes de realizar operações sem a assistência americana estagnou em 10%", segundo o departamento.

O último texto promulgado pelo presidente Bush, concedendo 162 bilhões de dólares ao financiamento das guerras no Iraque e no Afeganistão até o verão de 2009, eleva a mais de 650 bilhões de dólares o custo da empreitada americana no Iraque.

Washington e Bagdá negociam atualmente um acordo que regeria a presença militar norte-americana a longo prazo no Iraque.

Os democratas estão preocupados de que esse acordo ate as mãos do próximo presidente.

O conflito no Iraque, impopular para a opinião pública dos Estados Unidos, deixou 4.113 americanos mortos até o momento.

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