Cinco americanos julgados por terrorismo no Paquistão negam acusações

Os cinco americanos detidos no Paquistão por supostas ligações com grupos islâmicos negaram nesta segunda-feira na justiça qualquer projeto terrorista no país, afirmando que queriam apenas ajudar os muçulmanos do Afeganistão.

AFP |

Todos eles têm dupla nacionalidade, sendo que dois têm a nacionalidade paquistanesa. Os cinco foram detidos no dia 9 de dezembro, e são acusados de ter procurado entrar em contato com organizações ligadas à Al-Qaeda para participar de atividades terroristas.

Eles podem ser condenados à prisão perpétua.

Os cinco homens apareceram brevemente nesta segunda-feira em um tribunal de Sargodha, no leste do país, onde negaram qualquer vínculo com a Al-Qaeda. Eles alegaram que queriam ir para o Afeganistão.

"Eles disseram ao juiz que nunca cometeram nenhum crime no Paquistão nem pretendiam fazê-lo, e que queriam ir ao Afeganistão para ajudar os feridos e os desabrigados", declarou à AFP um advogado da defesa, Amir Abdullah Rokri.

Os cinco homens também negaram ter enviado um e-mail a um homem chamado Saifullah, que seria ligado à Al-Qaeda.

No fim da audiência, a justiça determinou a manutenção da prisão preventiva dos cinco suspeitos, informou o procurador, Nadeem Akram Cheema.

A justiça também ordenou a libertação de Khalid Farooq, o pai paquistanês de um dos acusados, admitindo que ele tentou dissuadir os jovens de se juntar aos rebeldes islâmicos, acrescentou Cheema.

A próxima audiência foi marcada para o dia 18, destacou Rokri.

ks/yw

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