Cigarro exposto em lojas vira caso de Justiça na Noruega

Copenhague, 9 mar (EFE).- A tabaqueira Philip Morris International vai processar o Estado da Noruega por proibir, desde o começo do ano, a exposição de maços de cigarro nas prateleiras dos quiosques e estabelecimentos autorizados a vendê-los, informou hoje o jornal Dagens Naeringsliv.

EFE |

A fabricante de cigarros, que pretende entrar com a ação ainda hoje em um tribunal de Oslo, argumenta que não há nenhuma prova científica dos efeitos positivos que a medida tem para a saúde.

"Esta proibição já foi implantada em 2001 na Islândia e nada indica que tenha conseguido fazer mais pessoas parar de fumar", afirmou ao jornal norueguês a porta-voz da Philip Morris Anne Edwards.

Segundo cálculos de uma entidade patronal, o veto à exposição de cigarros em pontos de venda já causou às lojas perdas de mais de meio milhão de coroas norueguesas (mais de 62 mil euros).

A ação pode ser o primeiro passo de um longo processo com consequências para todo o Espaço Econômico Europeu, já que a intenção da Philip Morris é que os tribunais noruegueses enviem o caso diretamente para o tribunal da Associação Europeia de Livre-Comércio.

Em 1º de junho de 2004, a Noruega se tornou o segundo país europeu, depois da Irlanda, a estender a lei antitabaco a bares, pubs, discotecas e restaurantes. EFE alc/sc

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