Cientistas testam com sucesso vacina para hepatite B com gotas microscópicas

Washington, 13 ago (EFE) - Uma emulsão de gotas microscópicas administrada no nariz deu resultados promissores como vacina contra a hepatite B, um mal que afeta cerca de 400 milhões de pessoas no mundo, informou hoje a revista Public Library of Science (PLoS). A nanovacina, que poderia resolver os problemas de armazenamento, conservação e distribuição nos países pobres, consiste em gotas de menos de 400 nanômetros de diâmetro. Embora já exista vacinas eficazes para a doença, a hepatite B continua sendo um problema de saúde persistente, especialmente na África e em outras áreas em desenvolvimento. A doença e suas complicações causam aproximadamente um milhão de mortes a cada ano. Em muitos países pobres, as condições de refrigeração que requerem as vacinas existentes são caras e difíceis de obter, indicou o artigo. Além disso, freqüentemente é difícil manter estéreis as agulhas e as seringas nesses países, acrescentou. Outro aspecto que limita o êxito destas vacinas é a necessidade de que as pessoas retornem para receber as três doses requeridas atualmente, afirmou.

EFE |

Os cientistas do Instituto Michigan de Nanotecnologia para Medicina e Ciências Biológicas na Universidade de Michigan informaram que o novo método, sem agulha, introduz um agente que estimula a imunidade do corpo, que não é tóxico e que deu resultados positivos em estudos com animais.

"Nossos resultados indicam que a imunização sem agulha que usa uma combinação de nanoemulsão e o antígeno da hepatite B poderia ser uma vacina segura e eficaz contra a hepatite, e que também fornece um método alternativo de reforço das vacinas existentes", disse James R. Baker, autor principal do estudo e diretor do Instituto.

A nanoemulsão é composta de óleo de soja, álcool, água e detergentes emulsificados em gotas de menos de 400 nanômetros de diâmetro.

O estudo disse que este novo tipo de vacina para a hepatite B não terá requerimentos rígidos de armazenamento a frio, e que poderia demandar menos administrações que as atuais, que requerem três doses ao longo de um período de seis meses.

Nos testes com animais, a imunidade protetora requereu só duas aplicações. A vacina evita, além disso, os riscos de propagação de infecções transmitidas pelas agulhas.

Além disso, a vacina em nanoemulsão evita a dor e avermelhamento temporário que resultam depois que as pessoas recebem as injeções com as vacinas atuais. EFE jab/db

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