Cientistas não sabem explicar buraco causado por Agatha

Área está isolada e moradores tiveram que deixar suas casas

EFE |

AFP
Buraco criado pela depressão tropical Agatha cobre intersecção de rua no centro da Cidade de Guatemala (31/05/2010)
Os geólogos ainda não conseguem dar uma explicação científica sobre o enorme buraco formado em uma zona residencial do norte da capital guatemalteca, no fim de semana passado, em consequência das fortes chuvas provocadas pela tempestade tropical "Agatha".

A área, que se encontra custodiada por dezenas de policiais, soldados e funcionários da Defesa Civil, estava hoje totalmente desolada e apenas alguns moradores desocupavam as residências.

"Não temos outra opção senão sairmos e buscarmos outro lugar para viver, enquanto se determina o que acontecerá. Há muito medo entre os moradores, porque se teme que haja outro afundamento", disse à Agência Efe Aníbal Juárez, um dos últimos moradores a desocupar a área.

Geólogos da Defesa Civil iniciaram ontem a pesquisa científica sobre a formação deste buraco gigante para saber como está a situação do subsolo e determinar as causas do ocorrido. Por meio de um radar de penetração de subsolo introduzido ontem, os especialistas puderam determinar que não existem cavernas no interior, mas a areia vulcânica nos arredores impediu a realização de um estudo completo.

A explicação preliminar que as autoridades dão à formação desta cratera, que tem um diâmetro médio de 21,5 metros e profundidade de 31,2 metros, é que foi o resultado de uma carga excessiva de água no terreno, originada pelas chuvas torrenciais.

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