Buenos Aires, 25 ago (EFE).- Cientistas argentinos desenvolveram um método que melhora as amostras de espermatozóides utilizadas para as técnicas de fertilização assistida, segundo confirmaram hoje à Agência Efe fontes da pesquisa.

"A nova metodologia consiste na seleção dos espermatozóides que são usados em um procedimento de reprodução assistida", disse a bióloga argentina Vanesa Rawe em entrevista à Efe.

Rawe, do Centro de Estudos em Ginecologia e Reprodução (CEGyR) da Argentina, líder da pesquisa, explicou que essa seleção está baseada em uma propriedade molecular que têm certos espermatozóides anormais e que consiste "na exposição de uma molécula na porção exterior do espermatozóide".

São os denominados espermatozóides apoptóticos, aqueles que "têm níveis de fragmentação do DNA elevados e que têm uma má previsão para fecundar com sucesso um óvulo e gerar um embrião com possibilidades de implantação", explicou a investigadora.

"Com um filtrado que reconhece essa molécula, é possível enriquecer a amostra de espermatozóides, descartando os anômalos e utilizando só os normais para fecundar óvulos", acrescentou a científica.

Técnicas similares já tinham sido utilizadas na Alemanha para a reprodução animal, mas os cientistas argentinos desenvolveram um método para aplicá-lo a pacientes humanos com problemas de fertilidade.

"Conseguimos pela primeira vez no mundo obter gravidezes com este método e em breve vamos ter nascimentos", destacou Rawe. EFE nk/db

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