Cientistas lançam revestimento bioativo para endopróteses e tubos

Washington, 7 abr (EFE).- Uma equipe de pesquisadores desenvolveu um tipo de revestimento plástico capaz de tornar bioativos stents (endopróteses), cateteres e outras estruturas usadas em procedimentos médicos, informou hoje a Universidade de Michigan.

EFE |

A capa, que se liga materiais como vidro, aço inoxidável, teflon e silicone, preserva o instrumento que recobre e se parece mais com uma tinta que com um revestimento.

A composição do invento pode fazer com que a superfície externa dele atraia ou repila certas moléculas, como plaquetas ou proteínas.

"Estas são vantagens fundamentais em nossa estrutura quando fazemos a comparação com outros revestimentos já em uso", disse Joerg Lahann, professor-assistente de engenharia química.

"Entendemos que os instrumentos biomédicos têm de ser bioctivos.

É necessário que haja marcadores biológicos que possam suavizar ativamente a resposta do corpo ao implante", acrescentou.

Lahann disse que para isso "é necessário trazer biomoléculas em um substrato da superfície e imobilizá-las de forma estável".

"Você pode pensar nestas biomoléculas como pequenas âncoras.

Dependendo do que é escolhido como âncora é possível produzir determinada resposta".

Os stents que mantêm as artérias dos pacientes com problemas cardíacos abertas nem sempre repelem as plaquetas do modo eficaz, o que pode provocar um coágulo sanguíneo.

No caso dos cateteres - tubos que drenam fluidos do corpo - usados temporariamente após cirurgias, o revestimento ajuda a impedir que as proteínas se depositem neles, impedindo que fiquem mais espessos.

Para isso, a estrutura desenvolvida requer que sua superfície não seja adesiva para proteínas ou células. EFE jab/sc

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