Cientistas identificam variações genéticas com predisposição a câncer de mama

Londres, 27 abr (EFE).- Cientistas islandeses descobriram variações genéticas em dois pares de bases nitrogenadas do par de cromossomos 5 que apresentam predisposição a desenvolver um tipo de câncer de mama, segundo um artigo publicado hoje pela revista científica Nature.

EFE |

Os pesquisadores afirmam que mais de 60% da população mundial feminina possui alguma dessas variações em um cromossomo do par 5.

No entanto, apenas as que possuem nos dois cromossomos do par - procedentes do pai e da mãe - estão mais sujeitas a sofrerem este câncer.

A equipe dos laboratórios islandeses de CODE genetics, estima que estas variações estão na origem de 11% de todos os tipos de câncer de mama.

Após estudar o genótipo de seis mil pacientes com câncer de mama, os cientistas descobriram que a presença das variações era freqüente no caso do câncer de mama do tipo receptor positivo de estrogênio, o mais comum.

Em entrevista à Agência Efe, o executivo-chefe da deCODE genetics, Kári Stefánsson, disse que a descoberta servirá para poder detectar precocemente o câncer de mama, já que "se trata de realizar mamografias e ressonâncias magnéticas em mulheres que tenham as duas cópias do variante do cromossomo 5 do genoma humano e detectar um possível câncer".

Para identificar se uma mulher tem duas cópias da variante do cromossomo 5, "só é preciso fazer um exame genético simples".

A informação genética está codificada nos 23 pares de cromossomos do ser humano, que são formados por seqüências de pares de bases nitrogenadas.

Existem quatro tipos de bases que se unem para formar o material genético: adenina com timina e guanina com citosina.

A ordenação seqüencial destes pares determina a informação dos genes.

O câncer de mama é o tipo mais comum desta doença e a segunda causa de morte entre as mulheres.

Os tumores de mama são classificados como receptores negativos e positivos de estrogênio.

Em mulheres de ascendência européia, aproximadamente 75% apresentam câncer de mama do tipo receptor positivo de estrogênio, enquanto no caso das de ascendência africana, 50%. EFE vmg/wr/fb

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