Cientistas identificam três variações genéticas associadas à esquizofrenia

Londres, 30 jul (EFE).- A colaboração entre cientistas de todo o mundo permitiu a identificação de três variações genéticas fortemente vinculadas à esquizofrenia, segundo explicam em três artigos da revista científica Nature.

EFE |

A esquizofrenia é uma doença mental grave difícil de ser diagnosticada. Ela afeta 1% da população e é caracterizada por alucinações e delírios.

A influência genética em seu desenvolvimento varia entre 73% e 90%, mas os genes e as regiões dos cromossomos envolvidos ainda são um mistério. Além disso, a complexidade dos sintomas e a influência do ambiente criaram ainda mais dificuldades na obtenção de conclusões.

As pesquisas publicadas hoje identificam duas variações genéticas no cromossomo 15 e uma no cromossomo 1, que aumentam o risco de desenvolvimento da esquizofrenia.

Após comparar o genoma de milhares de pacientes com esquizofrenia e de indivíduos saudáveis, os pesquisadores descobriram que os doentes apresentavam 15% mais variações em três áreas localizadas nos cromossomos 15 e 1.

Além disso, os especialistas confirmaram que uma supressão já conhecida no cromossomo 22 também influencia no desenvolvimento da doença.

O desafio agora é descobrir qual é a influência exata que essas mudanças nos genes têm na esquizofrenia e como atuam para que a doença se manifeste.

Já a terceira pesquisa publicada pela "Nature" mostra a relação entre a doença e as mudanças nos nucleotídeos do DNA. Os pesquisadores apontam uma variante próxima ao gene ZNF804A, que codifica uma proteína que poderia regular a expressão de outros genes.

Após analisar vários casos, os cientistas concluíram que essa variante também se dá em indivíduos com transtornos bipolares, algo que apóia a hipótese de que as duas doenças compartilham fatores de risco. EFE vmg/wr/plc

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