Cientistas identificam proteína-chave no controle da cor das flores

(Embargada até 16h de Brasília) Londres, 9 nov (EFE).- Cientistas da Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, identificaram uma proteína que desempenha um papel importante no controle da coloração normal das pétalas das petúnias.

EFE |

As pesquisas, publicadas na revista "Nature Cell Biology" e que incluem a manipulação dessa proteína-chave nas células das pétalas, podem levar à criação de flores de cores diferentes das naturais.

Os pigmentos da flor se acumulam em um compartimento de células das pétalas conhecidas como vacúolo, mas a simples presença desses pigmentos não basta para gerar as cores rosa e vermelha das petúnias.

Para que as pétalas adquiram essas cores, os vacúolos têm que ser acídicos, já que, com um ambiente alcalino, a coloração é azul.

Os cientistas conheciam alguns fatores que controlam os níveis desses pigmentos, mas até agora não estava claro como era controlada a acidez do vacúolo.

A pesquisadora Francesca Quattrocchio e seus colegas da Vrije Universiteit Amsterdam conseguiram identificar uma proteína chamada PH5 que funciona como uma bomba e gera um ambiente ácido no vacúolo.

As mutações no gene PH5 reduzem a acidez do vacúolo, o que dá lugar a petúnias azuis.

Segundo os pesquisadores, os fatores que controlam os níveis dos pigmentos da flor controlam também a expressão PH5, o que garante uma coincidência entre o pigmento e a proteína que permite seu normal funcionamento.

A capacidade de alterar o ambiente do vacúolo manipulando a proteína PH5 pode servir para criar petúnias com pétalas de cores diferentes das habituais. EFE jr/an

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