Cientistas identificam genes que aumentam risco de osteoporose

Londres, 29 abr (EFE) - Cientistas do Reino Unido identificaram duas variantes genéticas de proteínas biológicas que elevam o risco de osteoporose e as conseqüentes fraturas, indica um estudo tornado público hoje. Como estas variações estão presentes em mais de uma em cada cinco mulheres da amostra de população estudada, seria muito útil realizar exames para sua eventual detecção. Participaram da pesquisa cientistas do Departamento de Epidemiologia Genética do Kings College, de Londres, do Wellcome Trust Sanger Institute (Reino Unido) e de Roterdã. Eles examinaram 2.094 gêmeas e identificaram em seus genes os Polimorfismos de Base única (SNPs) com mais probabilidades de aumentar o risco de osteoporose, partindo de um total de 314.

EFE |

075 possibilidades.

Para confirmar os resultados obtidos, os especialistas estudaram esses polimorfismos em 6.463 pessoas que participaram de outros três estudos na Europa Ocidental e chegaram à conclusão de que há uma relação entre a densidade mineral óssea e dois SNPs, encontrados nos cromossomos 8 e 11.

No cromossomo 11, o SNP ficava no gene LRP5 (proteína relacionada a receptor de lipoproteína), e uma variante do mesmo estava associada a uma menor densidade mineral óssea, um aumento de 30% da osteoporose e a fraturas por esta razão.

No cromossomo 8, o SNP estava próximo ao gene TNFRSF11B (osteoprotegerina), e foi comprovado que uma variante do mesmo diminuía a densidade mineral óssea e aumentava em 20% o risco de sofrer de osteoporose.

Em cerca de 22% das pessoas portadoras de ambas as variantes de risco, o perigo de sofrer fraturas osteoporóticas cresceu 30%, independente da densidade óssea mineral.

Já que ambos os fatores de risco podem ser medidos com grande precisão antes de a pessoa alcançar a idade em que costumam ocorrer estas fraturas, há tempo suficiente para tomar medidas preventivas, afirmam os autores do trabalho.

Entre os autores do trabalho está o professor Tim Spector e o doutor Brent Richards, ambos do Departamento de Pesquisas sobre Gêmeos e Epidemiologia Genética do King's College de Londres. EFE jr/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG