Cientistas fazem ligação direta entre cérebro e músculos de macacos

Londres, 15 out (EFE).- Cientistas americanos conseguiram devolver a mobilidade a macacos com os membros paralisados, graças a uma conexão artificial entre neurônios motores e os músculos do braço, o que significa um descobrimento promissor para pacientes com danos na espinha dorsal.

EFE |

Em matéria publicada hoje pela revista científica britânica "Nature", a equipe de pesquisadores, da Universidade de Washington (EUA), explica como conseguiu gerar movimento nos membros estabelecendo uma rota alternativa à espinha dorsal com uma máquina que conectou diretamente o cérebro e os músculos.

Assim, os sinais se transmitiram desde a parte do cérebro que controla o movimento aos mebros, devolvendo, artificialmente, a estimulação elétrica aos músculos paralisados.

Trata-se da primeira demonstração de que conexões artificiais diretas entre as células corticais e os músculos podem funcionar sem que os sinais sigam os caminhos fisiológicos naturais, interrompidos pelo dano da espinha dorsal.

O motivo é que os danos na espinha dorsal afetam as conexões neurológicas entre o cérebro e os membros, mas não os músculos nem ao cérebro em si.

Segundo os cientistas, chefiados por Chet Moritz, a partir desta descoberta poderia ser desenvolvida uma série de "neuropróteses" que funcionassem como circuitos eletrônicos autônomos e permitissem devolver a mobilidade de pacientes com paralisias causadas por danos na espinha dorsal.

Graças à máquina idealizada pelos pesquisadores, os macacos, cujos membros se paralisaram mediante anestesia, aprenderam a controlar o estímulo dos músculos. EFE vmg/jp

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