Cientistas estudam aplicação de imunoterapia no tratamento do câncer

Zaragoza (Espanha), 17 set (EFE).- Pesquisadores internacionais reunidos em Zaragoza, na Espanha, anunciaram hoje que estão trabalhando na aplicação da imunoterapia para a destruição dos tumores cancerígenos, uma nova linha que os especialistas ressaltam que não é vacina contra o câncer.

EFE |

O anúncio foi feito durante a apresentação de um congresso sobre "Citotoxicidade, morte celular e sistema imune", que reúne 120 pesquisadores de 24 países na Universidade de Zaragoza.

O estudo procura compreender os mecanismos pelos quais determinadas células do organismo são capazes de matar as células tumorais.

Entendendo esses mecanismos será possível intervir nos tumores, e em outras doenças produzidas por vírus ou bactérias. Essa pesquisa básica poderá ser transferida em um futuro não muito distante para as clínicas, acrescentou Alberto Anel.

Peter Krammer, do Centro Alemão de Pesquisa sobre o Câncer, ressaltou que é compreensível "certa ansiedade" na busca pela cura do câncer, mas existem 300 tipos diferentes, alguns deles também subdivididos em classes distintas.

"O câncer é muito complicado, é uma doença quase individualizada, que necessita de um tratamento específico e de um estudo em cada caso", afirmou.

Por isso, segundo ele, para eliminá-lo totalmente devem ser aplicados tratamentos combinados, e é absolutamente necessária a pesquisa básica e a busca por diferentes vias de matar as células tumorais.

Krammer disse que em seu centro de pesquisa são estudados os anticorpos, armas do sistema imunitário que são capazes de destruir as células tumorais, e os linfócitos T, encarregados de acabar de forma específica com essas células.

No entanto, ele afirmou que existem problemas como o de afetar também as células normais, o que ocorre no caso da quimioterapia, e o desenvolvimento de resistências aos tratamentos.

Por isso, pesquisam como aumentar a especificidade para tratar somente as células tumorais, como romper sua resistência aos tratamentos e como eliminar todas até as que possam se esconder em metástases futuras. EFE agm/rb/rr

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