narizes artificiais - Mundo - iG" /

Cientistas do MIT desenvolvem narizes artificiais

Cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) informaram nesta segunda-feira que estão próximos do sucesso em seus experimentos para criar narizes artificiais, após terem descoberto uma maneira de produzir receptores olfativos em grandes quantidades no laboratório.

AFP |

Narizes artificiais podem substituir cães usados para detectar drogas e explosivos, além de inúmeras utilidades médicas, como identificar doenças que possuem odores distintos, afirmou Shuguang Zhang, diretor associado do Centro de Engenharia Biomédica do MIT, principal autor do estudo.

"O olfato é provavelmente um dos sentidos mais antigos e primitivos, mas ninguém compreende de fato como ele funciona", explicou Zhang. "Ele permanece um enigma torturante".

Com o objetivo de recriar o olfato, o projeto RealNose tenta desenvolver artificialmente o mais complexo e menos compreendido dos cinco sentidos.

Os sistemas do olfato humano são impressionantes, com quase 400 genes funcionais, embora cães e ratos, por exemplo, possuam um olfato muito mais poderoso, com cerca de 1.000 genes funcionais de receptores olfativos.

A variedade de receptores olfativos permite que humanos e animais consigam distingüir dezenas de milhares de cheiros diferentes.

Odores individuais ativam múltiplos receptores. Essa ativação simultânea cria uma assinatura usada pelo cérebro para reconhecer e associar cheiros particulares.

"A maior barreira para estudar o olfato era o fato de não conseguirmos produzir receptores suficientes", disse por sua vez Brian Cook, cientista que recentemente defendeu sua tese de pós-doutorado sobre o tema.

"Agora, isso finalmente tornou-se um material bruto disponível para utilização, e deve possibilitar vários estudos novos sobre o olfato", afirmou.

No futuro, a equipe do RealNose planeja trabalhar em parceria com pesquisadores de todo o mundo para desenvolver um instrumento portátil de microfluído capaz de identificar cheiros, inclusive doenças com odores distintos como a diabetes e o câncer de pulmão, pele e bexiga.

O estudo será publicado na versão online da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) desta semana.


    Leia tudo sobre: ciência

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG