Cientistas do G8 defendem tecnologias para reduzir emissões de carbono

(embargada até as 23h desta segunda-feira, horário de Brasília) Londres, 9 jun (EFE) - Cientistas dos países do Grupo dos Oito (G8, sete nações mais industrializadas e a Rússia) uniram hoje suas vozes para pedir a seus Governos que invistam em novas tecnologias que permitam capturar e armazenar as emissões de carbono, a fim de reduzir o efeito da mudança climática.

EFE |

Em declaração assinada entregue ao Executivo do Japão, anfitrião da próxima cúpula do grupo, que será realizada de 7 a 9 de julho, os especialistas advertem de que também é preciso adotar medidas urgentes "para se adaptar às ameaças às provisões de água e comida".

Assinam a declaração as Academias de Ciências dos Estados-membros do G8 (Japão, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia), além de Brasil, China, Índia, México e África do Sul.

Os cientistas pedem a seus Governos que se comprometam a reduzir as emissões à metade até 2050, ao mesmo tempo em que alertam que se não forem desenvolvidas as tecnologias que permitam se adaptar aos efeitos do aquecimento do planeta, principalmente nos países pobres, os recursos naturais de alimentos e água correrão risco.

Por um lado, é importante tentar reduzir a mudança climática: como o carvão continuará sendo uma fonte de energia, os especialistas consideram prioritário que os países desenvolvam fórmulas para capturar as emissões das plantas que queimam esse mineral.

Na reunião de Hokkaido, o G8 deveria acordar um plano para desenvolver até 2009 sistemas de captura e armazenamento do carbono, como uma das medidas que permitam a transição para uma sociedade de baixas emissões, com o objetivo final de estabilizar estas a um nível em que possam ser absorvidas pela Terra (50% do atual).

"Há tanto em jogo que os esforços atuais são insuficientes", disse em comunicado o presidente da Royal Society (a academia britânica de ciências), Martin Rees.

Segundo os cientistas, os Governos têm que melhorar sua capacidade de prever e se adaptar aos efeitos do aquecimento do planeta.

Além disso, precisam adotar medidas políticas e econômicas para acelerar a transição a uma sociedade com baixas emissões e investir em novas tecnologias que ajudem a reduzir estas e a se adaptar aos efeitos da mudança climática, em especial nos países pobres.

Na transição para uma sociedade menos poluente, além de tecnologias para capturar o carbono, é preciso investir em energias renováveis e reduzir o desmatamento, assim como proteger os ecossistemas, afirmam.

Os recursos hidráulicos, as fontes de alimentos, a saúde, os povos litorâneos e ecossistemas como o ártico, a tundra, os alpes e os recifes de coral serão os mais afetados pela mudança climática, indicam os especialistas.

E as zonas mais prejudicadas serão África, Ásia, Ártico e pequenas ilhas.

Rees ressaltou que, quanto mais rápido se implementarem as tecnologias que permitam reduzir as emissões de dióxido de carbono, "menor será o risco de uma mudança climática catastrófica". EFE jm/db

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