WASHINGTON - O ritmo de perda de gelo no oceano Ártico, que se acelerou nas últimas duas décadas, se encaminha a outro recorde este ano, afirmou hoje um cientista da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.

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"Ao fim do inverno (hemisfério norte) havia no Ártico mais gelo do mar que em anos recentes, mas a perda de manto gelado se acelerou", disse à Agência Efe Mark Serreze, um cientista do Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo (NSIDC, em inglês), de Boulder, Colorado.

O NSIDC documentou a extensão do manto gelado no Ártico e na Antártida por mais de uma década, e mediu as perdas de gelo em ambas as regiões durante os verões (hemisfério norte).

Sobre esta base desses dados, o Centro faz projeções do futuro da cobertura de gelo.

Os cientistas do NSIDC calcularam que, se continuarem as mudanças climáticas globais, o Ártico poderia perder todo o gelo durante o verão dentro de cinco a dez anos.

Em vários verões do hemisfério norte, a maior parte da perda de gelo no Ártico ocorreu na metade desse oceano, entre o norte do Canadá, Alasca (EUA) e Sibéria (Rússia), enquanto a região ao nordeste da Groenlândia e da Escandinávia conservou o manto de gelo.

"Isto varia a cada ano e responde às relações entre padrões climáticos e circulação atmosférica", explicou Serreze.

No verão de 1980, o manto gelado sobre o Ártico cobria 7,8 milhões de quilômetros quadrados, e, no ano passado, a cobertura se restringiu a 4,2 milhões de quilômetros quadrados.

"Na Antártida, por outro lado, houve um leve aumento da cobertura de gelo sobre os mares que rodeiam o continente", disse Serreze.

"Isto pode se dever, também, ao impacto da circulação atmosférica".

A perda da cobertura de gelo pelo aquecimento global, por sua vez, acelera o aumento da temperatura dos mares e da atmosfera, explicam os especialistas.

O gelo aumenta a reflexividade da superfície aos raios do Sol, e se a água oceânica se derreter, absorve mais energia solar e se aquece mais rapidamente.

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