Cientistas devem transformar a crise em oportunidade

(Embargada até 15h de Brasília) Londres, 18 fev (EFE).- Especialistas de diferentes âmbitos pedem que a sociedade científica aproveite o contexto atual de crise econômica para colocar uma mudança na política mundial e, assim, tirar benefício da situação.

EFE |

Assim afirma um artigo na revista "Nature", no qual vários autores apresentam sua opinião sobre o caminho a seguir a partir de agora.

Eric Rauchway, da Universidade da Califórnia, Davis (EUA), afirma que este é "um bom momento" para que os cientistas falem e sejam ouvidos, para conseguir "que seus sonhos se transformem em políticas".

Rauchway recomenda aprender com a lição retirada da Grande Depressão nos EUA entre 1929 e 1932, enquanto seu colega Atsushi Sunami, do Instituto Nacional de Graduados em Ciências Políticas de Tóquio, defende levar em conta a experiência do Japão durante os anos 90, na que chamam de sua "década perdida".

Sunami concorda com Ian Taylor, membro do Parlamento do Reino Unido, ao avaliar a importância deste momento de crise para a comunidade científica internacional.

Na opinião deste último, se os cientistas demonstrarem agora sua valia, conseguirão garantir os recursos econômicos necessários para prosseguir suas pesquisas após a recessão.

O professor da Universidade de Yale (EUA) John Geanakoplos critica os economistas, já que, segundo ele, "se poderia ter visto esta recessão vindo e inclusive evitar a próxima, se fosse colocado menos atenção às taxas de juros e mais às garantias, à quantidade que precisa para ter acesso a crédito".

Noreena Hertz, da Universidade de Roterdã (Holanda), prevê a criação de um sistema capitalista mais igualitário após a crise, enquanto Jeffrey Sachs, da Universidade de Columbia (EUA), aposta em conseguir que o desenvolvimento econômico seja sustentável também nos países pobres.

Como conclusão, a revista "Nature" afirma que a recessão é "uma experiência dolorosa para muitos", mas que, "vendo a história", o mundo sairá desta "e a prosperidade retornará". EFE otp/an

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