Cientistas desenvolvem material que gera energia limpa à temperatura moderada

Um novo material à base de estruturas nanométricas fabricado por especialistas espanhóis pode impulsionar o uso de pilhas de combustível de energia limpa por combustão de hidrogênio a temperaturas moderadas, que poderia ser usada em alimentação elétrica de computadores, frigoríficos e outros utensílios.

EFE |

O material, descrito na última edição da revista "Science", foi fabricada por uma equipe de físicos da Universidade Complutense de Madri e sua caracterização foi realizada em colaboração com pesquisadores da Universidade Politécnica de Madri e do Laboratório Nacional Oak Ridge, dos Estados Unidos.

Composto de estruturas nanométricas, o material melhorou "em dezenas de milhões de vezes a condutividade iônica à temperatura ambiente dos materiais usados hoje em dia em pilhas a combustível de óxido sólido".

Atualmente, é necessário temperatura da ordem de 800 graus Celsius para obter valores de condutividade iônica suficientemente elevados, enquanto o novo material precisaria de 80 graus Celsius "para garantir uma condução elétrica eficiente", explicou à Agência Efe Jacobo Santamaría, um dos responsáveis pela pesquisa.

As pilhas a combustível permitem diretamente a geração de energia elétrica a partir da combustão de hidrogênio de forma "limpa, eficiente e sustentável", constituindo uma alternativa ao petróleo e ao carvão em muitas aplicações.

Desta forma, segundo o cientista, o hidrogênio se transforma em uma fonte de energia "verde", pois é obtido da água, que é, por sua vez, o único resíduo de sua combustão.

As altas temperaturas requeridas até agora para obter condução energética eficiente a partir de pilhas a combustível não poluentes representavam "um sério problema para a universalização desta tecnologia".

Um importante setor científico comandou as pesquisas em campos como a busca e a síntese de novos materiais.

No entanto, este grupo de físicos se centrou na fabricação de heteroestruturas de película fina de alguns materiais conhecidos como óxidos complexos para projetar "materiais artificiais" (que não existem na natureza), com a estrutura adequada para otimizarem suas propriedades físicas.

Para a pesquisa, foi utilizado um microscópio eletrônico de transmissão de varredura de última geração.

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