Londres, 23 abr (EFE).- Uma equipe de cientistas conseguiu desenvolver três tipos de células cardíacas humanas a partir de células-tronco embrionárias que foram submetidas a um tratamento com substâncias químicas, segundo uma pesquisa publicada pela revista científica Nature.

Essa conquista, obtida por pesquisadores do Reino Unido e dos Estados Unidos, aumenta as possibilidades de criar, em laboratório, tecidos cardíacos para transplantes a pessoas que sofram de alguma doença cardíaca.

A equipe tratou as células-tronco embrionárias com um coquetel de fatores de crescimento e moléculas envolvidas no desenvolvimento celular.

Fornecendo os fatores de crescimento adequados no momento do desenvolvimento, as células crescem e se transformam em "progenitoras" de três tipos de células cardíacas essenciais para o funcionamento do coração: cardiomiócito, endoteliais e de músculo liso vascular.

Os cientistas implantaram então a mistura das células obtidas em ratos de laboratório nos quais tinham sido induzidas doenças cardíacas e conseguiram assim uma melhoria do funcionamento do coração.

O responsável pela pesquisa, Gordon Keller, diz que o desenvolvimento "artificial" desses três tipos de células poderia ser conseguido de forma individual, o que ajudaria os pesquisadores a conhecer detalhadamente o desenvolvimento do coração.

Isso, segundo os pesquisadores, abrirá caminho para os experimentos com essa técnica para o tratamento de corações humanos.

EFE vmg/wr/fb

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