Cientistas descobrem vestígios da mais jovem supernova

Pesquisadores americanos e britânicos ligados ao Observatório Chandra de Raios-X, da Nasa, e ao Observatório Nacional de Radioastronomia dos EUA anunciaram, ontem, a descoberta de vestígios da mais jovem supernova já encontrada na Via-Láctea. Supernovas são explosões de estrelas de massa muito maior que a do Sol.

Agência Estado |

Quando ocorrem, podem brilhar mais que uma galáxia inteira, e deixam para trás nuvens de destroços que continuam a emitir radiação, os chamados remanescentes de supernova. São as supernovas que lançam ao espaço os elementos químicos mais pesados, como ferro e cálcio, que depois poderão entrar na composição de novas estrelas, de planetas e de seres vivos.

Chamado G1.9+0.3 e localizado a 2.600 anos-luz da Terra, perto do núcleo da galáxia, esse remanescente de 140 anos representa a primeira das supernovas perdidas da Via-Láctea a ser encontrada. Normalmente, quando se observam outras galáxias, vemos que galáxias espirais, como a nossa, deveriam ter uma supernova a cada 50 ou 100 anos, explica o astrofísico do Observatório Nacional Ramiro De La Reza, ao comentar a descoberta. Mas as últimas supernovas ocorridas na Via-Láctea e vistas da Terra foram a de Kepler, em 1604, e a de Tycho, em 1572. Já o remanescente de supernova mais jovem conhecido dentro da Via-Láctea, antes da descoberta de G1.9+0.3, era Cassiopéia A, que tem 330 anos.

Se a taxa de supernovas estiver correta, deveria haver remanescentes de cerca de dez explosões mais jovens que Cassiopéia A, disse um dos descobridores de G1.9+0.3, David Green, da Universidade de Cambridge. É ótimo finalmente achar uma delas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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