(embargada até às 16h, horário de Brasília) Londres, 25 set (EFE).- Pesquisadores dos Estados Unidos descobriram duas variantes genéticas, uma das quais com predisposição à doença do fígado gorduroso (esteatose hepática), enquanto a outra protege da mesma, diz um artigo publicado hoje pela revista científica britânica Nature Genetics.

A esteatose hepática não alcoólica, patologia mais comum do fígado nos países ocidentais, tem origem na acumulação de gorduras neste órgão, causando resistência à insulina.

Em alguns indivíduos esta doença gera uma resposta inflamatória no fígado, chamada esteato-hepatite e que pode resultar em cirrose e câncer de fígado.

Cientistas da Universidade do Texas (EUA), comandados por Helen Hobbs e Jonathan Cohen, descobriram fatores genéticos que predispõem à patologia ou a previnem.

Após um estudo de associação genética com o DNA de indivíduos dos EUA de diferentes origens étnicas centrado nas variações das seqüências do código das proteínas, descobriram que as duas variantes do gene PNPLA3 influem positiva ou negativamente no desenvolvimento da doença.

Uma destas remodelações genéticas, presente principalmente na população hispânica dos EUA, está associada ao aumento dos níveis de gorduras hepáticas e à inflamação do fígado.

A segunda variante, por outro lado, está relacionada a um menor conteúdo de gorduras no fígado e é comum entre a população afro-americana.

Esses resultados concordam com a prevalência da esteatose nos EUA, onde a população mais afetada por esta doença é a hispânica, enquanto a afro-americana é a com menor incidência.

A prevalência da doença nos americanos de origem européia é mediana. EFE vmg/wr/fal

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