Londres, 18 mai (EFE) - Vários cientistas identificaram variantes genéticas relacionadas com a pigmentação do ser humano que aumentariam o risco de sofrer de câncer de pele, publicou hoje na internet a revista científica britânica Nature.

Em um primeiro trabalho, especialistas islandeses, liderados por Daniel Gudbjartsson, descobriram inicialmente uma série de variantes de seqüências genéticas ligadas à pigmentação do cabelo, dos olhos e da pele.

Depois, comprovaram a associação de 11 delas com a suscetibilidade de contrair câncer de pele.

Os cientistas observaram que variantes localizadas perto do ASIP, um gene importante na pigmentação, conferiam um maior risco de melanoma cutâneo, um tumor maligno das células que produzem o pigmento da pele.

Também encontraram uma relação cancerígena com uma variante do gene TYR, que codifica uma enzima necessária para a produção da melanina, outro pigmento da pele.

Os especialistas observaram que cada gene estava associado também com outro tipo de câncer, o carcinoma basocelular, mais comum que o anterior, embora menos letal.

Outro estudo, dirigido por Stuart MacGreggor na Austrália, indica que duas variantes genéticas situadas na região do ASIP estão associadas ao risco de desenvolver melanoma cutâneo.

Em outra pesquisa, também publicada na "Nature", a equipe islandesa comprovou que duas variantes do gene TPCN2, que codifica proteínas transportadoras de cálcio, estão associadas com o cabelo loiro, o que confirma a importância dessas proteínas na pigmentação.

EFE jm/db

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