Cientistas descobrem que vírus da aids pode se esconder em uma única célula

(corrige horário) (embargada até as 19h de Brasília desta segunda-feira) Redação central, 20 out (EFE) - Para um doente crônico de aids, abandonar a medicação significa reativar a infecção, mas novos dados sugerem que essa ação infecciosa poderia se originar a partir de um único vírus escondido em estado latente em alguma célula do corpo. Apesar da eficácia dos atuais tratamentos anti-retrovirais, capazes de reduzir a carga no sangue do vírus que provoca a aids - o HIV - até valores praticamente não detectáveis, erradicá-lo do organismo continua sendo impossível. Combatido pelos anti-retrovirais, o HIV sobrevive se escondendo em algumas células do tecido linfático, do cérebro, da medula óssea ou do sangue, onde resiste protegido em uma espécie de estado inativo -conhecido como estado latente. Sob algumas circunstâncias, entre elas abandonar a medicação, o vírus em estado latente desperta e origina, em poucos dias ou semanas, uma nova infecção muito ativa, com a qual o paciente recupera praticamente a carga de HIV que tinha antes de começar o tratamento. Saber o que ocorre nessas células refúgio e achar o modo de identificá-las para poder, algum dia, eliminá-las e erradicar a infecção são questões fundamentais às quais a investigação pretende responder hoje, explica Günthard Huldrych, professor no Hospital Universitário de Zurique. O estudo dirigido pelo especialista e que foi publicado hoje na revista americana Proceedings of the Natio...

EFE |

O especialista acredita que se trata de uma boa notícia para pacientes e médicos, porque deste estudo se depreende que os tratamentos anti-retrovirais são "realmente muito potentes".

Além disso, infere-se que seu uso sustentado não teria que levar ao desenvolvimento de resistências, algo que sim seria possível se o vírus tivesse a mínima possibilidade de se multiplicar. EFE amc/db

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