Cientistas descobrem porque balançamos os braços ao caminhar

SYDNEY (Reuters) - Alguma vez você já se perguntou por que balança os braços em movimento oposto ao das pernas quando anda? Cientistas trouxeram a resposta: isso facilita a caminhada e a torna mais eficiente. O movimento típico de balanço dos braços intrigava os cientistas porque não exercia papel evidente, levando alguns pesquisadores a sugerir que fosse um resquício evolutivo de nossos antepassados que andavam de quatro.

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Mas pesquisadores da Universidade do Michigan e da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, decidiram descobrir exatamente o quê o balanço dos braços realiza ou deixa de realizar.

Eles construíram um modelo mecânico para ter uma ideia da dinâmica do balanço e também recrutaram dez voluntários aos quais se pediu que caminhassem num balanço normal, com seus braços amarrados ou presos a seus lados, e com os braços balançando em sincronia com cada perda.

Os pesquisadores constataram que segurar os braços enquanto se caminha requer 12 por cento mais gasto metabólico do que balançá-los.

Uma caminhada antibalanço, em que o braço esquerdo acompanha a perna esquerda e o braço direito a perna direita, consome 26 por cento mais energia, na medida em que os músculos precisam se esforçar para manter esse movimento, revelam as descobertas publicadas na quarta-feira na Proceedings of the Royal Society B, o periódico de pesquisas biológicas da Royal Society.

Balançar os braços também contrabalança o movimento giratório do corpo gerado pela movimentação de duas pernas ao longo de um caminho reto, além de suavizar o movimento da caminhada, reduzindo o gasto energético dos músculos das pernas.

"Embora o balanço dos braços seja relativamente fácil de conseguir, seu efeito sobre o consumo de energia durante o andar é significativo", escreveram os cientistas em seu artigo.

"Longe de ser um resquício facultativo das necessidades locomotoras de nossos ancestrais quadrúpedes, o balanço dos braços é uma parte integral da economia energética do caminhar humano."

(Reportagem de Belinda Goldsmith)

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