Redação Central, 8 jan (EFE).- Uma equipe de cientistas do Imperial College de Londres desenvolveram um novo método para fazer com que a medula óssea libere um número maior de células-tronco reparadoras de tecido na corrente sangüínea.

Os pesquisadores explicaram em artigo publicado hoje pela revista americana "Cell Stem Cell" como esta descoberta poderia contribuir, no futuro, nos processos de recuperação de ataques cardíacos e fraturas em ossos.

A medula óssea libera diferentes tipos de células-tronco quando uma pessoa sofre com alguma doença ou ferimento. E os cientistas ingleses conseguiram, pela primeira vez, induzir com substâncias químicas o aumento destes tipos de célula.

Uma das células produzidas no labratório tem o poder de se transformar em ossos ou cartilagens, e suprimir a ação do sistema imunológico. Já a outra variedade consegue formar vasos sangüíneos e pode reparar danos no coração.

Os cientistas conseguiram aumentar a produção destas células-tronco adultas "enganando", com um coquetel de remédios, um grupo de ratos de laboratório.

Os animais que receberam os as substâncias liberaram cem vezes mais células-tronco na corrente sangüínea.

A partir de agora, os cientistas devem verificar se uma maior concentração de células reparadoras no sangue se traduz em um aumento de velocidade e capacidade de reparação dos tecidos.

Caso os resultados sejam alcançados, seria possível desenvolver tratamentos para problemas cardíacos e fraturas ósseas, além de combate a doenças nas quais o corpo é atacado por seu próprio sistema imunológico, com oa artrite reumatóide. EFE vmg/plc

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