Mutações genéticas podem predispor algumas pessoas à esquizofrenia, concluem pesquisadores canadenses em um estudo publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos nas atas da Academia Nacional de Ciências.

Os resultados deste estudo mostram que mutações do gene SHANK3 estão presentes em alguns pacientes esquizofrênicos, segundo um grupo de estudo da Universidade de Montreal.

A esquizofrenia é uma doença psiquiátrica que afeta aproximadamente 1% da população mundial. Ela se manifesta em episódios agudos de psicose e pode incluir alucinações e delírios, com diversos sintomas crônicos que causam problemas afetivos, intelectuais e psicomotores. É considerada 70% hereditária.

"Não esperávamos descobrir essas mutações novas em pacientes esquizofrênicos, o que poderia explicar por que até agora foi tão difícil identificar os genes ligado a esta doença", afirmou o principal autor do estudo, Guy Rouleau, professor da Universidade de Montreal.

"Nossos resultados mostram que uma quantidade grande de casos de esquizofrenia é gerada por novas mutações genéticas no gene SHANK3", acrescentou Rouleau, também diretor do Centro de Pesquisas do hospital para crianças Sainte-Justine de Montreal.

"As técnicas usadas anteriormente haviam fracassado e devemos esta descoberta às análises detalhadas que realizamos e à riqueza de nossa base de dados sobre os pacientes", explicou o professor Rouleau.

"Estamos convencidos de que os próximos estudos confirmarão o gene SHANK3 como marcador da esquizofrenia", assegurou.

Leia mais sobre: Esquizofrenia

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.