Cientistas descobrem funcionamento de moléculas promissoras no tratamento do Mal de Alzheimer

Pesquisadores descobriram o modo de funcionamento de algumas moléculas que parecem ser promissoras para o tratamento do Mal de Alzheimer, o que pode contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos para outras patologias.

AFP |

Os trabalhos, dos quais participaram pesquisadores americanos e europeus, foram publicados nesta quarta-feira na revista científica britânica Nature.

Trata-se de moléculas conhecidas com o nome de moduladores de gama-secretase (GSM), algumas das quais estão em desenvolvimento clínico, mas que ainda não se conhecia sua maneira de funcionar.

Essas moléculas GMS apontam para a acumulação de proteínas, as beta-amilóides, que formam placas no cérebro e são a marca dessa doença degenerativa irreversível no cérebro, causa da demência.

As moléculas GMS teriam um duplo impacto biológico: reduzem a produção de proteínas beta-amilóides, bloqueiam a formação de placas e aumentam a formação de pequenos fragmentos que podem impedir que as formas mais amplas se aglutinem, como a "A-beta 42", considerada tóxica.

Uma das moléculas GSM, cujo nome comercial é Flurizan, se encontra em fase final de testes clínicos em 1.600 pacientes americanos, com resultados que serão divulgados em breve.

O Mal de Alzheimer e outras doenças relacionadas afetam mais de 24 milhões de pessoas no mundo, segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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