Cientistas descobrem colônias de raro coral negro na Itália

Cientistas italianos anunciaram a descoberta de colônias de um raríssimo coral negro, nunca antes filmado e fotografado em ambiente natural e visto pela última vez há mais de 60 anos. Os pesquisadores do Instituto Superior para a Proteção e Pesquisa Ambiental descobriram cinco colônias do coral Antipathes dichotoma a cerca de 150 metros de profundidade, no Golfo de Lamezia, na Calábria (região no sul da Itália).

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Coral foi encontrado a 150 metros de profundida no Mar Mediterrâneo

A última vez que a espécie tinha sido vista havia sido em 1946, no Golfo de Nápoles.

Na ocasião, os cinco exemplares descobertos foram doados ao museu da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

A nova descoberta foi feita em junho de 2008, mas só agora os pesquisadores conseguiram comprovar que os corais encontrados eram mesmo da espécie Antipathes dichotoma .

Usando um robô submarino controlado pelos pesquisadores na superfície, eles acharam as colônias fixadas a um paredão e ao fundo rochoso, em uma área de rica vida marinha.

"As pesquisas continuam no local e vão ser muito importantes para analisar a evolução ao longo do tempo da biodiversidade daquele trecho do Mar Mediterrâneo", disse à BBC Brasil Silvio Grego, pioneiro do projeto iniciado em 2005 e atual assessor do Meio Ambiente da região da Calábria.

"Temos que analisar ainda milhares de fotografias e filmagens. Poderemos avaliar as respostas do ecossistema às mudanças climáticas naturais e àquelas impostas pelo homem. O estudo das imagens permitirá também saber mais sobre a saúde das colônias do coral negro".

Comércio



Antes de encontrar as colônias de Antipathes dichotoma, o robô localizou também uma grande colônia, com cerca de 30 mil indivíduos, de outro coral negro raro, o Antipathes subpinnata .

Alguns exemplares encontrados dessa espécie alcançam cerca de um metro de altura.

A enorme colônia estava fincada entre os 50 metros e os 110 metros de profundidade na costa da cidade de Scilla, na ponta da Calábria.

A profundidade em que as colônias das duas espécies foram encontradas ajuda a preservá-las de comerciantes que abastecem, por exemplo, donos de aquários de recifes de coral.

Também para garantir a proteção das espécies, os cientistas mantêm em sigilo as coordenadas do local onde os corais foram vistos.

Além disso, está prevista a criação de um novo parque marinho na região, para garantir que a coleta predatória seja ainda mais difícil.


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