Cientistas descobrem centenas de novas espécies marinhas em águas antárticas

Centenas de novas espécies marinhas, assim como montanhas e canhões submarinos até agora nunca representados em mapas, maiores até que o Grande Canyon do Colorado, foram descobertos nas profundezas das águas antárticas, anunciaram hoje cientistas australianos. Os canhões submarinos são vales cavados nas margens continentais que servem de condutos dos sedimentos terrígenos dos continentes para locais profundos dos oceanos. Apresentam uma forma típica em V, com gargantas estreitas e vertentes muito inclinadas, sendo bastante sinuosos e apresentam degraus, os típicos terraços. Foram formados no passado, mantendo, muitos deles, uma atividade dinâmica com capacidade erosiva até o presente.

AFP |

Um total de 274 espécies de peixes, antigos corais, moluscos, crustáceos e esponjas foram encontradas entre vulcões extintos, a uma profundidade de 3.000 metros.

Segundo os cientistas da organização de pesquisa científica e industrial da Commonwealth (CSIRO, nas siglas em inglês), foram encontradas também montanhas submarinas de 500 metros de altura.

As descobertas foram realizadas em reservas marinhas a 100 milhas náuticas ao sul da ilha australiana da Tasmânia durante duas viagens da equipe do CSIRO, em novembro de 2006 e abril de 2007, graças ao uso de novas tecnologias, vídeo e sonar e a tomada de mostras do fundo marinho.

Kate Wilson, uma cientista do CSIRO, declarou na capital da Tasmânia, Hobart, durante o anúncio dos descobrimentos, que se sabe mais sobre a superfície de Marte que sobre o fundo dos oceanos.

"Em águas australianas, por exemplo, mais de 40% das criaturas encontradas por nossos cientistas, durante uma viagem, nunca haviam sido vistas antes", disse.

As expedições do CSIRO encontraram um total de 123 montanhas submarinas, precisou o especialista Nic Bax, ao destacar que nessas zonas vivem milhares de animais submarinos.

O cientista também destacou que alguns dos corais que se pode ver sob as águas antárticas "provavelmente existem há 2.000 anos".

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