Londres, 24 ago (EFE).- Cientistas americanos descobriram o gene responsável pela maioria dos casos de neuroblastoma hereditário, um dos tumores cancerígenos mais comuns e mortais na infância.

Em artigo publicado hoje pela revista científica britânica "Nature", uma equipe de médicos da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos), liderada por John Maris, explica que as mutações no gene que codifica o receptor tirosina quinase (do linfoma anaplásico ALK) são a causa da maioria destes tumores.

O neuroblastoma, um câncer que afeta o sistema nervoso autônomo, costuma desenvolver-se no primeiro ano de vida de um bebê e é responsável por 15% das mortes infantis por tumores.

Este tipo de câncer, cujas probabilidades de sobrevivência são menores que 40%, depende, em muitos casos, da herança genética, algo de que se desconfiava há mais de 30 anos, mas cuja origem era uma incógnita.

Os pesquisadores estudaram o genoma de famílias afetadas por este câncer, na busca de mudanças no código genético que pudessem explicar o desenvolvimento do tumor.

Através da análise dos genótipos, eles descobriram não são só mutações hereditárias que afetam o gene que codifica o ALK, mas também que existem casos esporádicos de mutações adquiridas de forma somática.

As mutações estudadas tornam o ALK constantemente ativo na tarefa de proliferação celular, causando o câncer.

Segundo os pesquisadores, os resultados deste estudo abrem a porta a diagnósticos moleculares para determinar a predisposição a esta doença e para tratamentos anticancerígenos que lutem contra os efeitos das mutações no ALK. EFE vmg/ab/db

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