Cientistas descobrem 2 espécies novas de dinossauro no Deserto do Saara

Londres, 16 dez (EFE) - Um grupo de cientistas encontrou duas possíveis espécies novas de dinossauro durante uma expedição ao Deserto do Saara, informou hoje a Universidade de Portsmouth, que afirmou que se trata de uma das descobertas mais apaixonantes registradas na paleontologia na África nos últimos 50 anos.

EFE |

Trata-se de um até agora desconhecido saurópode, um dinossauro vegetariano com proporções enormes, e de uma nova espécie de pterossauro, o primeiro réptil a desenvolver a habilidade de voar, que acredita-se que tenham vivido há quase 100 milhões de anos.

Os fósseis das duas espécies pré-históricas foram achados por uma equipe conjunta de pesquisadores da Universidade de Portsmouth, Reino Unido, do University College de Dublin e da Universidade Hassan II, de Casablanca, Marrocos.

A descoberta aconteceu no sudeste do Marrocos, perto da fronteira com a Argélia, e os pesquisadores destacaram que é "extremamente raro" encontrar restos com estas características.

Os fósseis achados correspondem a um grande fragmento do bico do pterossauro e a um osso de um metro de comprimento do saurópode, que indica que pertenceu a um animal de 20 metros de comprimento.

O trabalho no Deserto do Saara foi dirigido pelo professor Nizar Ibrahim, do University College de Dublin, que destacou em comunicado divulgado hoje que "encontrar dois espécimens em uma expedição é surpreendente, principalmente levando em conta que podem representar espécies completamente novas".

David Martill, paleobiólogo da Universidade de Portsmouth, destacou que "os animais vegetarianos são pouco comuns nessa região, por isso encontrar um deste tamanho é muito emocionante".

A busca começou em 1984, quando uma tempestade de areia impediu os pesquisadores de escavar no local onde agora foram encontrados os restos.

O professor Ibrahim será, a partir de agora, o encarregado de analisar em detalhe os fósseis e determinar de maneira indubitável o que atualmente é uma certeza quase absoluta.

"Após nosso primeiro exame no terreno, estamos quase certos de que temos duas novas espécies em nossas mãos", disse Ibrahim, que estudará os restos durante os próximos seis meses e elaborará uma tese com os resultados da investigação.

Segundo Ibrahim, "há milhões de anos o Saara era um vergel tropical, no qual viviam dinossauros gigantes, um lugar totalmente diferente do deserto de pó que podemos ver hoje".

Após serem estudados em Dublin, os ossos viajarão para o Marrocos para serem expostos em um museu de ciências naturais. EFE fpb/db

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