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Cientistas defendem no México prevenções combinadas para combater a Aids

Especialistas reunidos no México para a Conferência mundial sobre Aids insistiram hoje na necessidade de prevenções combinadas para evitar a doença, assim como num conjunto de tratamentos, as triterapias, para atacá-la.

AFP |

"É essencial combinar as intervenções mais que basear-se num só enfoque", destacou Geoffrey Garnett, professor de epidemiologia do Imperial College de Londres, na primeira sessão plenária da semana.

Além da circuncisão, o preservativo, as seringas de uso único, a prevenção inclui a mudança de hábitos sexuais, como a redução do número de parceiros ou atrasar o início da vida sexual para depois dos 15 anos.

Nos corredores da conferência, militantes americanos lamentavam que o novo programa americano Pepfar não financie uma prevenção "completa e flexível", mediante a integração da prevenção contra o vírus nos sistemas de planejamento familiar.

"Apenas 20% das pessoas que vivem com o vírus sabem que são portadores", observou Alex Coutinho, diretor do Instituto ugandês de enfermidades infecciosas.

A XVII Conferência Internacional sobre a Aids foi oficialmente aberta na noite de domingo, na Cidade do México, dando início a seis dias de discussões sobre temas científicos, sociais, religiosos e políticos ligados à pandemia, que já atinge 33 milhões de pessoas, em todo o planeta.

"Apesar dos progressos, o mundo não parece estar a caminho de cumprir o compromisso adotado em 2006 sobre o acesso de todos ao tratamento até 2010", advertiu o presidente da Conferência, Pedro Cahn.

"Não cumprir este compromisso terá consequências para milhões de vidas. Não podemos permitir isto, a vitória ainda está a nosso alcance".

A discriminação, as novas pesquisas científicas, a educação sexual, as políticas governamentais e o impacto social da Aids serão analisados em centenas de reuniões.

Não haverá uma pesquisa capaz de "demonstrar a capacidade de proteção". Na atual fase de desenvolvimento, a "vacina não protege e não tem sido capaz de dar uma resposta imunitária", disse à AFP Pedro Cahn.

O encontro analisará ainda as dificuldades de acesso às drogas anti-retrovirais, especialmente nos países emergentes.

A conferência discutirá a situação dos jovens, um dos segmentos mais vulneráveis devido a pouca educação sexual, e das mulheres, vítimas da discriminação, da violência e da falta de informação.

Segundo os últimos números da ONUaids, na América Latina vivem 1,7 milhão de soropositivos, dos quais 47 mil são crianças e 400 mil jovens com entre 14 e 24 anos.

A realização do encontro na América Latina constitui uma oportunidade para colocar a região "na mira da agenda internacional", já que está relegada a um segundo plano diante da "dramática" situação na África, destacou Cahn.

chc/lr/sd

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