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Cientistas decifram seqüência completa de genomas de africano e asiático

Duas equipes de cientistas conseguiram decifrar a seqüência completa dos genomas de um africano e de um asiático, marcando uma nova etapa na exploração dos genomas individuais, segundo trabalhos publicados nesta quarta-feira no site da revista britânica Nature.

AFP |

Até hoje, apenas James Watson, Prêmio Nobel e um dos descobridores da estrutura em dupla-hélice do DNA, e o empresário de biotecnologia Craig Venter, haviam tido o privilégio de ter seus genomas totalmente decifrados.

Tanto Watson quanto Venter são americanos de origem européia, o que mantinha a ciência ignorante em relação aos genomas de outras etnias.

Agora, os genomas de um chinês han e de um africano iorubá também foram decifrados, e as duas equipes responsáveis pelo estudo publicaram seu método de trabalho para explorar os três milhões de pares de códigos genéticos destes genomas individuais na revista Nature.

Outros trabalhos, que analisam os genomas de quatro homens, tentarão estudar e comparar suas diferenças genéticas, que podem ser ligadas a doenças.

As seqüências dos dois novos genomas foram elaboradas graças a aparelhos da empresa Illumina Inc. de San Diego, Califórnia (Estados Unidos), uma das três firmas de biotecnologia (junto com a 454 Life Sciences e a Applied Biosystems) que fizeram cair o custo do sequenciamento genético).

O mapa do genoma humano - aproximadamente 3 bilhões de letras que representam o código do DNA - também foi totalmente estabelecido em 2003 pelo Consórcio Internacional para a Seqüência do Genoma Humano integrado por 20 centros de estudos de sequenciamento nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha, China, Françaa e Alemanha.

No entanto, o trabalho para decifrar a seqüência se baseou em amostras de vários doadores anônimos, que representavam, portanto, mais um genoma "coletivo" que individual.

O genoma agrupa o conjunto dos genes que caracterizam a espécie, determina as especificidades de cada indivíduo - como a cor dos cabelos, dos olhos e suas predisposições a certas doenças (diabetes, câncer, asma e problemas cardíacos, por exemplo).

Em 2007, os genomas de Craig Vender e James Watson foram revelados a um custo de aproximadamente 1 milhão de dólares cada.

Esses custos, atualmente, não param de cair, abrindo caminho para uma medicina "preventiva", mais eficiente, baseada no genoma individual - o que levanta, por outro lado, algumas questões éticas.

ri-/ap/sd

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