Cientistas criam células-troncos a partir de dente do siso

Cientistas japoneses informaram nesta sexta-feira que conseguiram criar, a partir de um dente do siso extraído precocemente, células-troncos similares às embrionárias e que, portanto, podem participar na reconstrução de diversos órgãos humanos danificados por uma doença.

AFP |

Este avanço traz novas esperanças de usar um dia as células-troncos em medicina sem extraí-las de embriões humanos. Com isso, poderemos contornar o problema ético gerado pela conservação e a utilização direta de células embrionárias.

Uma equipe do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Avançadas (AIST) japonês conseguiu criar, em alguns dias, células-tronco chamadas pluripotentes induzidas (iPS), a partir de material retirado de um dente do siso.

As células-troncos, conservadas no frio durante três anos e depois congeladas, foram reprogramadas em células capazes de se diferenciar em seguida para reconstituir qualquer parte do corpo humano.

"Na criação de células iPS, a idade da fonte de extração e sua natureza são fatores importantes", explicaram cientistas na apresentação de seus trabalhos.

"Se podemos tirar células de uma estrutura jovem, que pode ser conservada durante muito tempo e reprogramada em células iPS, "poderemos cuidar posteriormente da mesma pessoa a partir de suas próprias células indiferenciadas", destacou.

As células iPS assim criadas são, em efeito, quase regredidas ao estágio embrionário (não diferenciada).

Em toda caso, os resultados desta e de outras pesquisas do ramo ainda são insuficientes para permitir o uso médico, porque ainda é preciso avaliar os riscos, desenvolver as técnicas e elaborar dispositivos terapêuticos.

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