Londres, 11 mar (EFE).- Uma equipe de cientistas elaborou uma bateria de lítio capaz de armazenar e gerar uma maior quantidade de energia que as atuais, e que pode ser recarregada em apenas dez segundos, uma invenção que poderia revolucionar o mundo da telefonia celular.

A revista "Nature" publica hoje um artigo que afirma que a nova bateria poderia começar a ser comercializada em alguns anos, segundo as estimativas dos dois pesquisadores responsáveis pelo projeto.

A invenção foi desenvolvida por Byoungwoo Kang e Gerbrand Ceder, dois cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que se dedicaram a melhorar o rendimento oferecido pelas baterias atuais através de um novo desenho dos canais encarregados de transportar a energia de um lado para outro da pilha.

Hoje em dia, as baterias de lítio oferecem um bom rendimento energético, mas seu ponto fraco é o baixo nível de potência em determinados momentos nos quais, por qualquer motivo, é necessário uma carga extra.

Tradicionalmente, o fato foi associado à lentidão com a qual os íons e elétrons do lítio circulam.

Por isso, os pesquisadores centraram seus esforços em conseguir aumentar a velocidade de deslocamento dos íons, para o que criaram uma espécie de "rodovia de circunvalação" na camada externa da pilha capaz de distribuir a energia por cada um dos cantos do dispositivo.

Ceder explicou que isto permitiria carregar uma pequena bateria - similar à usada nos telefones celulares- em apenas dez ou 20 segundos, o que "poderia ter muitíssimas aplicações práticas e poderia chegar a mudar nosso estilo de vida".

Kang e Ceder utilizaram como base o composto LiFePO4, usado frequentemente na fabricação de baterias, e o cobriram com uma mistura de ferro, fósforo e oxigênio que, após ser aquecido, permite que os íons se desloquem com rapidez. EFE avh/db

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