Cientistas conseguem reforçar potencial imunológico de células contra câncer

Pesquisadores americanos conseguiram reforçar o potencial imunológico de células, o que ajudou à metade de um pequeno grupo de enfermos a combater tumores cancerígenos, segundo estudo publicado neste domingo no site do jornal Nature Medicine, do grupo britânico Nature.

AFP |

Os cientistas, dirigidos por Malcolm Brenner, do Colégio de Medicina Baylor de Houston (Texas, EUA), acrescentaram um receptor artificial aos linfocitos T (glóbulos brancos), o que reforçou sua capacidade para combater uma forma de câncer, o neuroblastoma, que ataca o sistema nervoso.

Os linfocitos T em sua forma natural duram pouco tempo e não dispõem de moléculas suscetíveis de combater as células cancerígenas dos tumores.

O neuroblastoma representa 7% dos cânceres infantis e causa 15% das mortes em crianças. Dois em cada três casos não são diagnosticados antes de se espalharem para outras partes do corpo.

No estudo, os investigadores selecionaram primeiro células imunológicas estimuladas naturalmente por um vírus inofensivo, o vírus Epstein-Barr. Em seguida, modificaram células para torná-las receptivas a proteínas que se encontram nas células do neuroblastoma.

Nos testes realizados em 11 pacientes afetados por neuroblastomas, de entre 3 e 10 anos de idade, as células imunológicas estimuladas pelo vírus Epstein-Barr duraram 18 meses. Em cinco casos os tumores experimentaram uma regressão e um sexto paciente conseguiu uma cura completa.

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