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Cientistas alemães conseguiram conter os sintomas do mal de Alzheimer em animais de laboratório, informaram nesta segunda-feira fontes da empresa Probiodrug AG em Halle, na Alemanha.

De acordo com essas fontes, os pesquisadores utilizaram um novo agente, capaz de frear em 80% o desenvolvimento dos sedimentos de proteínas típicos da doença no cérebro de ratos de laboratório.

Os próprios pesquisadores são cautelosos sobre se esse mesmo procedimento poderá ser utilizado em seres humanos e advertem de que o desenvolvimento desses estudos poderia se prolongar durante anos.

Os cientistas usaram um tratamento inovador, cujo objetivo era detectar o mais rápido possível os sintomas da doença para conseguir tratá-la em seus primeiros estágios, informou Hans-Ulrich Demuth, um dos pesquisadores da equipe. O mal de Alzheimer é uma doença até agora sem cura, e que é causada pelo depósito de certas proteínas no cérebro.

A equipe de Demuth descobriu uma enzima que desencadeia o desenvolvimento de alguns sedimentos especialmente nocivos no cérebro dos animais.

O bloqueio desta enzima, com um agente experimental, faz com que posteriormente cheguem a se desenvolver menos placas de Alzheimer no cérebro desses ratos.

Os cientistas esperam que a descoberta contribua às pesquisas para combater o Alzheimer, doença que afeta cerca de dois milhões de pessoas em todo o mundo.

A equipe de Demuth, cujas pesquisas foram publicadas pela revista "Nature Medicine", explicaram ainda que os roedores submetidos a esta experiência suportaram sem problemas por até dez meses o tratamento.