Washington, 11 ago (EFE).- Cientistas americanos estão se mobilizando para solucionar o mistério de uma doença que tem exterminado os anfíbios e que pode acabar atingindo o homem.

Em um relatório publicado hoje no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences", pesquisadores da Universidade da Califórnia afirmam que os anfíbios, sobreviventes de outras extinções em massa, estão desaparecendo de forma crescente devido a uma misteriosa infecção.

Segundo os cientistas, os anfíbios, que conseguiram sobreviver a quatro extinções maciças, são os organismos mais antigos na Terra, mas, atualmente, seu desaparecimento é alarmante.

Isso "nos diz que algo ruim acontece. Os seres humanos não têm problemas agora, mas eles sim. A questão é se vamos prestar atenção a isto antes que seja tarde demais", diz no artigo Vance Vredenburg, professor de biologia da universidade pública de San Francisco.

Até agora, foram cogitadas várias hipóteses para a redução das populações de anfíbios. Uma das principais está relacionada à chamada quitridiomicose, uma infecção causada por um fungo que não só afeta esse tipo de animal, mas também outros vertebrados.

Para os cientistas, compreender a ecologia da quitridiomicose não só ajudará a recuperar as populações de anfíbios, como impedirá a transmissão da doença a outras espécies.

"É importante que as pessoas saibam o que infecta e mata essas rãs. Esta doença é um notável exemplo de um patogênico que, com o cruzamento, causa o caos. Se pudermos entender como consegue fazê-lo, talvez tenhamos como ajudar essas rãs e nós mesmos", diz Vredenburg. EFE ojl/bm/sc

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