Cientistas britânicos pedem detenção de papa por escândalos de pedofilia

Londres, 12 abr (EFE).- Os cientistas britânicos Richard Dawkins e Christopher Hitchens deram início a uma campanha pedindo a detenção do papa Bento XVI pelos escândalos de pedofilia na Igreja Católica, quando o pontífice visitar o Reino Unido em setembro.

EFE |

O advogado dos cientistas, Mark Stephens, declarou à imprensa que pedirá aos tribunais britânicos e ao Tribunal Penal Internacional (TPI) que emitam ordens de detenção contra o pontífice, pois ele "não está acima da lei".

Stephens disse que o papa "não é um chefe de Estado, nem um soberano", já que o Vaticano foi declarado Estado por decisão do ditador italiano Benito Mussolini, o que não tem reconhecimento da lei internacional.

Portanto, Bento XVI não deveria ter imunidade em solo britânico, tachada pelo letrado de conivência com os abusos sexuais contra menores cometidos pelo clero.

Stephens, que representou vítimas de abuso no passado, disse que "tudo aponta para que o papa tenha dado prioridade à reputação da Igreja em detrimento do bem-estar das crianças" e que ele poderia ser acusado por crimes contra a humanidade.

Dawkins, que se declara ateu, afirmou ao jornal "Sunday Times" que o papa "é um homem cujo primeiro instinto quando seus padres foram descobertos com as calças abaixadas foi esconder o escândalo e condenar as jovens vítimas ao silêncio".

Hitchens manifestou, por sua parte, que Bento XVI "não está acima da lei" e que "a ocultação institucional da violação infantil é crime sob qualquer lei (...) que merece justiça e punição". EFE fpb/pd

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