Washington - Médicos brasileiros descobriram que as Trompas de Falópio possuem células-tronco mesenquimais com potencial para se transformar em uma ampla variedade de células, revelou um estudo publicado hoje pela revista Journal of Translational Medicine.

As células mesenquimais extraídas de cordões umbilicais, polpa dental e tecido adiposo podem ser modificadas para se transformar em células musculares, ósseas e cartilagem.

Ao contrário das células-tronco embrionárias, e devido ao fato de ser extraídas de tecidos descartáveis, as células mesenquimais não geram problemas éticos, indicaram os cientistas.

O potencial de diferenciação das células procedentes das Trompas de Falópio foi analisado por uma equipe do Centro de Pesquisa do Genoma Humano da Universidade de São Paulo.

Para o estudo, o tecido das Trompas de Falópio foi extraído mediante histerectomias e outros procedimentos ginecológicos, aos quais foram submetidas mulheres férteis em idade reprodutiva (entre 35 e 53 anos) e que não tinham se submetido a tratamentos hormonais.

Segundo o relatório da pesquisa, o grupo de cientistas brasileiros descobriu que as células mesenquimais das trompas podiam ser isoladas e multiplicadas mediante procedimentos in vitro com a capacidade de se transformar em células musculares, adiposas e ósseas.

De acordo com Tatiana Jazedje, que liderou a pesquisa, o complemento cromossômico não mostrou anormalidades, o que sugeriu sua estabilidade.

"Além de fornecer outra fonte potencial de medicina regenerativa, os resultados do estudo podem contribuir para a ciência reprodutiva em geral", manifestou.

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