Londres, 4 mar (EFE).- Cientistas britânicos e canadenses apresentaram hoje o Mepolizumab, um remédio que pode ser pioneiro para o tratamento da asma severa e que pode oferecer uma nova esperança para os pacientes com esta doença.

Assim afirma em um estudo publicado na revista médica "New England Journal of Medicine" o professor britânico Ian Pavord, diretor da pesquisa, que destacou que este remédio alivia os sintomas das pessoas que sofrem de asma em grau extremo e evita o tratamento com cortisona e esteróides.

A descoberta "é emocionante", disse Pavord, que explicou que "os estudos mostraram que o Mepolizumab reduz em 50% a intensidade dos ataques de asma".

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a asma neste grau é mais comum nem mulheres, principalmente no grupo de 18 a 30 anos.

Pavord ressaltou que, além de aliviar o sofrimento em nível respiratório representado por um ataque de asma, este remédio, administrado por injeção, "é um tratamento que pode permitir aos pacientes interromper seu tratamento com esteróides, que, na maioria dos casos, apresentam efeitos colaterais".

O estudo se concentrou nos asmáticos que têm uma inflamação respiratória persistente e que apresentam eosinofilia (excesso de um determinado tipo de glóbulos brancos no sangue).

O professor Paul O'Byrne, da Universidade McMaster (Canadá), concordou também em que "o Mepolizumab bloqueia a eosinofilia, de modo que podemos melhorar a asma, reduzir a necessidade de Prednisona (um corticóide) e demonstrar que a eosinofilia é importante no momento de causar sintomas asmáticos nestes pacientes".

O'Byrne disse que a conclusão é o resultado de seis meses de trabalho, nos quais aconteceu um acompanhamento de 20 pacientes com asma de nível severo e que, além disso, durante nove anos, tinham sido tratados com Prednisona.

Nove deles receberam Mepolizumab e os outros 11, um placebo, sem que nenhum deles soubessem a qual grupo pertenciam. Constatou-se que os que tomaram o novo remédio "reduziram de maneira muito notável" sua dose de Prednisona, porque não precisavam mais da substância para aliviar os ataques de asma. EFE fpb/an

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