Cientistas alemães desenvolvem novo teste para detectar doping

(Embargada até 0h de quinta-feira). Redação Central, 8 jan (EFE).- Uma equipe de cientistas da Universidade Esportiva da Alemanha desenvolveu um novo teste para detectar benzodiazepinas, substâncias com potencial para melhorar o rendimento físico e que poderiam ser utilizadas para o doping à curto prazo.

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Liderados por Mario Thevis, os pesquisadores explicaram na revista "Drug Testing and Analysis" como criaram um método para descobrir, nas amostras de urina, este composto químico que ainda não foi utilizado em humanos.

Os cientistas suspeitam que algumas substâncias testadas somente em animais poderiam ser utilizadas para melhorar o rendimento dos atletas. A intenção da equipe é fazer com que os exames antidoping se antecipem à chegada de novos compostos ao mercado negro.

Os pesquisadores alemães desenvolveram um teste que detecta benzodiazepinas, substâncias que evitam que os canais de proteínas das células musculares percam cálcio, que é necessário para a contração dos músculos.

A baixa quantidade de cálcio é uma das causas da fadiga muscular.

O método criado pela equipe de Thevis detecta a JTV-519 e a S-107, benzodiazepinas não testadas em humanos e que vem sendo usadas no desenvolvimento de um tratamento a anomalias cardíacas.

Estas substâncias demonstraram melhorar o rendimento físico de ratos de laboratório.

Como estudaram o peso e a estrutura molecular das benzodiazepinas, os cientistas foram capazes de detectá-las em amostras de urina graças a um exame detalhado das massas.

O passo seguinte seria procurar as moléculas resultantes da decomposição metabólica, após os compostos entrarem no corpo humano.

No entanto, esta fase do estudo só poderá ser realizada quando os testes forem realizados em pessoas.

O líder da equipe de cientistas alemães explicou que, assim que começarem a ser testados em seres humanos, estes compostos vão adquirir um grande potencial para serem "mal empregados" no esporte.

Os pesquisadores acreditam, além disso, que as benzodiazepinas poderiam ser comercializadas no mercado negro com muita facilidade.

EFE vmg/plc

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