Cientistas acreditam que o aquecimento global persistirá durante séculos

Gijón (Espanha), 23 mai (EFE).- A comunidade científica está convencida de que o aquecimento global persistirá durante vários séculos, embora se reduzam substancialmente as emissões de gases do efeito estufa.

EFE |

Os cientistas que participaram do simpósio sobre os efeitos da mudança climática nos oceanos, realizado na cidade espanhola de Gijón de segunda-feira até hoje, acham que o processo é praticamente irreversível.

Mesmo que se deixe de emitir totalmente dióxido de carbono à atmosfera, a temperatura média subiria dois graus durante os próximos 50 anos pela inércia adquirida pelo fenômeno, segundo os pesquisadores.

As previsões mais otimistas da comunidade científica estimam que nos próximos anos acontecerá uma redução da emissão de gases poluentes pela consciência social e política do problema.

No entanto, isto não será suficiente para reverter o fenômeno já que o aquecimento global persistirá durante "vários séculos", segundo consta do sumário de conclusões do seminário.

O simpósio, organizado pelo Centro Oceanográfico de Gijón do Instituto Espanhol de Oceanografia, reuniu a cerca de 450 pesquisadores de 60 países para analisar os efeitos da mudança climática sobre os mares.

Em dez sessões temáticas, os cientistas debateram sobre 200 comunicados orais e foram criados 150 painéis.

O diretor do Centro Oceanográfico de Gijón, Luis Valdés, que leu hoje o documento de conclusões, alertou sobre a gravidade da situação e defendeu um maior "diálogo" entre a comunidade científica e os políticos para tomar medidas urgentes.

Os especialistas concluíram que carecem de uma metodologia precisa para medir a interação dos efeitos da mudança climática na inter-relação do mar com o ar e a terra.

Valdés afirmou que é necessário "definir com clareza as ações que o homem pode adotar para diminuir os efeitos da mudança".

A mudança climática tem uma dimensão que excedeu o regional para se transformar em global e nesse sentido necessita de medidas políticas supranacionais, concluíram os pesquisadores. EFE jg/ma

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