Cientista quer normas éticas internacionais para vivermos a era da robótica

O dr. Noel Sharkey, professor de inteligência artificial e robótica da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, reclamou nesta quinta-feira uma rápida elaboração de normas internacionais para um uso ético dos robôs, cujas vendas registram um forte crescimento.

AFP |

"A mim supreende a explosão de vendas pela internet e seria uma boa idéia que isso não acontecesse em se tratando de robôs. É preferível que estabelaçamos uma ética agora, antes que se estenda para o uso em massa dos robôs", alertou o cientista em um texto publicado na revista Science.

Sharkey explica que o papel cada vez mais importante que os robôs assumiram na vida moderna coloca sobre a mesa a questao do controle de sua utilização.

"Existem, por exemplo, pelo menos 14 empresas no Japão e na Coréia do Sul que desenvolvem robôs capazes de cuidar de crianças. A questão é saber se isso conduzirá a uma falta de atenção dos pais para com essas crianças", afirmou.

O professor destaca que as vendas de robôs aumentaram de forma considerável no início do século XXI, alcançando cerca de 5,5 milhões de unidades em 2008.

"Em conseqüência, os robôs terão um lugar sem precedentes em nossa vidas", acrescenta, destacando que, na ausência de normas étics fixadas por instâncias internacionais, as decisões a respeito do uso desse equipamento sejam deixadas em mãos militares, industriais ou de pais muito ocupados.

Sharkey acrescenta que um código de normas éticas deve ser, além disso, compatível com o desenvolvimento da robótica.

"Isso é o que me preocupa, não os robôs em si, mas o uso que os humanos fazem deles", concluiu.

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