Cientista do Vaticano concilia crença em Deus e ETs

Por Philip Pullella CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O astrônomo-chefe do Vaticano não vê conflito entre a crença em Deus e a possibilidade de existirem irmãos extraterrestres, talvez até mais evoluídos que os humanos.

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'Na minha opinião, esta possibilidade [de vida extraterrestre] existe', disse o padre José Gabriel Funes, um jesuíta de 45 anos que dirige o Observatório do Vaticano e dá consultoria científica ao papa Bento 16.

'Como podemos excluir que a vida tenha se desenvolvido em outros lugares?', disse ele ao jornal L'Osservatore Romano, órgão oficial da Santa Sé, em entrevista publicada na edição de terça/quarta-feira, sob o título 'O extraterrestre é meu irmão'.

Segundo ele, a existência de um enorme número de galáxias, muitas das quais com seus próprios planetas, torna a vida extraterrestre viável. E, questionado sobre a possibilidade de existirem seres semelhantes aos humanos ou até mais desenvolvidos, ele disse que 'certamente o universo é tão grande que não dá para excluir essa hipótese'.

Para ele, isso não seria contraditório com a fé religiosa.

'Assim como há uma multiplicidade de criaturas na Terra, pode haver outros seres, até mesmo inteligentes, criados por Deus.

Isso não está em contraste com nossa fé porque não colocamos limites à liberdade criativa de Deus'.

'Por que não podemos falar em um 'irmão extraterrestre'? Ele ainda seria parte da criação', argumentou Funes, cujo observatório tem instalações na zona sul de Roma e no Arizona (EUA).

Ele não descartou nem mesmo que a raça humana seja uma 'ovelha desgarrada' no universo. 'Poderia haver [outros seres] que tenham permanecido em amizade plena com o criador.'

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