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Cientista do climagate admite compilação incompetente de dados

Londres, 15 fev (EFE).- O professor Phil Jones, responsável da Unidade de Mudança Climática da Universidade de East Anglia (Reino Unido) sobre a polêmica do chamado climagate, reconhece em entrevista que a compilação de dados para sustentar a teoria da mudança climática foi incompetente.

EFE |

O "climagate" repercutiu às vésperas da Cúpula sobre Mudança Climática de Copenhague em dezembro passado. Na ocasião, foi divulgada uma pesquisa dessa universidade, fundamental para sustentar a hipótese de que a ação humana é a responsável pelo aquecimento global, continha numerosos erros na compilação de dados.

O roubo de uma série de e-mails enviados a Jones revelou que foram ocultadas informações ao Painel Intergovernamental de Mudança Climática da ONU (IPCC) para não semear dúvidas acerca do efeito do dióxido de carbono na temperatura do planeta e que os responsáveis do estudo tentaram encobrir os erros.

Segundo esses e-mails, um conjunto de medições de temperaturas tomadas em estações meteorológicas na China continha graves erros que foram ocultados de maneira proposital.

As medições em questão era uma série histórica sobre as variações de temperatura no último meio século e foram publicadas pela primeira vez na revista científica "Nature", sendo utilizados pelo IPCC como um dos elementos-chave de sua hipótese sobre aquecimento global.

A metade das estações estava situada em enclaves rurais e a outra metade em pontos urbanos, e a conclusão do estudo, publicado em 1990, foi que o aumento das temperaturas registrado na China era consequência de um fenômeno global de mudança climática, e não do aquecimento produzido pelas cidades.

O IPCC se baseou nestes dados para concluir em seu relatório de 2007 que a influência das grandes aglomerações urbanas no aumento da temperatura da atmosfera é pequena e que a mudança climática é um fenômeno global, e não limitado às cidades.

Em declarações à "Nature", Jones afirma que quer esclarecer as questões científicas sobre a polêmica. Ele explica que os cientistas procuraram selecionar as estações meteorológicas chinesas que menos mudanças instrumentais e de localização tinham sofrido com a passagem dos anos.

"Pensava que era a melhor forma de conseguir os dados. Só queria obter informações de outras estações rurais, alternativas às oferecidas pelos serviços de meteorologia", sustenta Jones. EFE cda/sa

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