Cientista diz que modelo da árvore da vida de Darwin é equivocado

Londres, 22 jan (EFE).- A árvore da vida do naturalista britânico Charles Darwin, que mostra como as espécies estão inter-relacionadas ao longo da história da evolução, é equivocada e deveria ser substituída por um símbolo melhor, diz um biólogo do principal centro científico da França.

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"Não temos provas de que a árvore da vida seja uma realidade", afirma Eric Bapteste, biólogo da Universidade Pierre e Marie Curie, de Paris, em declarações à revista "New Scientist".

Darwin projetou em 1837 uma árvore imaginária para mostrar como as espécies podiam ter evoluído, árvore que veio rapidamente a simbolizar a teoria da evolução por meio da seleção natural.

No entanto, a genética moderna demonstrou que representar a história da evolução em forma de árvore pode confundir, e muitos cientistas argumentam que seria mais realista usar uma espécie de bosque impenetrável para representar as inter-relações entre as espécies.

Os testes genéticos realizados com bactérias, plantas e animais revelam que as espécies se inter-relacionam entre elas muito mais do que se pensava, com o que os genes não passam apenas para a descendência pelos galhos da árvore da vida, mas se transferem também de algumas espécies para outras.

Os micróbios trocam material genético de forma tão promíscua que é difícil distinguir alguns tipos de outros, mas também as plantas e os animais se cruzam com muita regularidade, e os híbridos resultantes podem ser férteis.

Segundo alguns cálculos, 10% dos animais criam regularmente híbridos por meio do cruzamento com outras espécies. EFE jr/fal

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