TEERÃ - O site Jaras, mantido pela oposição iraniana, afirmou nesta terça-feira que o cientista Massouf Ali Mohammadi, morto após a explosão de uma bomba colocada em uma motocicleta em Teerã, era favorável ao reformismo. Segundo o portal, o nome do cientista aparece em um comunicado de apoio ao líder oposicionista Hossein Mousavi nas eleições presidenciais de junho de 2009.

AFP
Foto de arquivo do professor
Mohammadi, em foto de arquivo
A versão do Jaras contradiz a informação dada pelo regime iraniano. O governo de Teerã afirma que Masoud Ali Mohammadi estava envolvido no programa nuclear iraniano e seria um "dedicado professor revolucionário", que teria sido assassinado por grupos "antirrevolucionários".

Além da controvérsia sobre o posicionamento político do cientista, segundo acadêmicos o campo de atuação de Mohammadi era a física quântica, não a física nuclear, como anunciou o governo.

O Irã acusou Israel e os Estados Unidos de envolvimento na explosão da uma bomba que matou o físico. A TV iraniana afirmou que investigadores do governo encontraram indícios da atuação do serviço secreto israelense, o Mossad, na explosão.

"Investigações iniciais mostram sinais visíveis do regime sionista, dos Estados Unidos e de seus agentes neste ato terrorista", disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, segundo a TV estatal Irib.

O departamento de Estado americano refutou as acusações como "absurdas".

Explosão

A imprensa local disse que a bomba foi instalada em uma motocicleta estacionada em frente ao prédio em que o professor morava, no bairro de Qeytariyeh, no norte da capital.

AFP
Policiais observam local da explosão em Teerã

Policiais observam local da explosão em Teerã

A emissora TV Press levou ao ar imagens do local do atentado e afirmou que janelas de prédios próximos foram destruídas pelo impacto da explosão.

O programa nuclear do Irã é um dos assuntos mais polêmicos do Oriente Médio. O governo iraniano afirma que ele tem objetivos pacíficos, mas os Estados Unidos e outras potências ocidentais suspeitam que por trás do programa estejam pesquisas sobre armas nucleares.

Em dezembro, o Irã acusou a Arábia Saudita de deter um cientista nuclear iraniano e entregá-lo aos americanos. No entanto, os sauditas refutam as acusações.

Com AFP e BBC

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