Ciências: os Estados Unidos estão prestes a se distanciar, previne Obama

O presidente Barack Obama alertou nesta quarta-feira contra o atraso com que os Estados Unidos começam a registrar no ensino de matérias científicas, arriscando, segundo ele, perder seu status de motor, em benefício de outros países mais ambiciosos.

AFP |

"Seja para melhorar nossa saúde ou dominar energias limpas, proteger nossa segurança ou sair-se bem no sistema econômico mundial, nosso futuro dependedo reforço do papel dos Estados Unidos enquanto motor do mundo para as descobertas científicas e as inovações tecnológicas", explicou Obama.

Destacando ante uma plateia de professores reunidos na Casa Branca que "esta preeminência futura depende da forma com que educamos nossos estudantes, particularmente em matemáticas, ciências, tecnologia e engenharia", o presidente apresentou um quadro sombrio da situação.

"É preciso reconhecer que estamos prestes a ser ultrapassados por nossos concorrentes", disse, citando um estudo mostrando que os americanos de 15 anos estão posicionados no 21º lugar mundial por excelência em ciências, e no 25º em matemáticas.

"Não é aceitável. Ano após ano, o fosso entre o número de professores que temos e o de que precisamos ampliou-se", constatou Obama, calculando a falta de docentes em mais de um "quarto de milhão" em cinco anos.

"E durante este tempo, outros países progridem", disse, citando em particular nações asiáticas como Coreia do Sul e a China.

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